Elocubrações Vll
Esta é uma mensagem eletrônica pessoal minha a uma minha amiga. Editei o texto e me ative à resposta sem os comentários pessoais, e tomei o cuidado para que não se expusesse a identidade da pessoa em questão. Esta uma amiga questionava-me sobre alguns pontos quanto a religião, esta foi a minha resposta:
Temos vivido dias em que religião se confunde com Cristianismo, Cristianismo com alienação e alienação como meio de vida e egos exacerbados.
Tens de entender que muitas vezes não se coloca o que realmente é quando se trata de Jesus, e que muita polêmica é criada em pontos que nada alteram o que Ele fez e faz.
Compreenda: o catequismo dado é o do Cristianismo sem Cristo, perdão sem arrependimento, etiquetado, denominacional e por aí em diante.
“Somos uma raça que gosta de viver em destaque. (…) O ser humano comum sente anseio pela celebridade e não pelo ostracismo. (…) O exibicionismo no palco é uma deformação que denota obesidade do ego. (…) – é nisto que trabalhamos demais em Anno Domini: mensagem, e não entretenimento. Arte. Deus. - O gênero humano é presunçoso ao extremo e não concorda com a fronteira da insignificância. (…) Ninguém gosta de viver à margem do êxito e das lentes de observação.”
(Glênio Fonseca Paranaguá, pastor da Primeira Igreja Batista de Londrina, IN Palavra da Cruz, abril de 2008.)
Longe de querer estabelecer que devemos nos ater dos palcos, da arte e de qualquer posicionamento público em relação a qualquer coisa – e aqui cabe qualquer coisa mesmo – pois que traria holofotes consigo, o ponto é o ego.
O ego exacerbado e mal-tratado é terrível, e é aonde a religião hoje se calca para seu crescimento; é aonde entram as tais “igrejas” e as igrejas e seus sistemas mortos.
Porém ( e aí começamos a nossa discussão) isto é superficialidade e aparência: há algo maior que a religião representa, de modo errôneo, fato, porém entendendo o ideal, deveria representar: o Cristianismo.
Ora, o que tem sido pregado hoje é o Cristianismo antropocêntrico, o do imediatismo: a religião sempre trouxe algo de segurança e conforto, e é próprio da religião que se disponham de tais coisas, entretanto a questão é que as pessoas que buscam a religião não buscam a Verdade: “A Verdade conduz à lucidez. O delírio tranquiliza e gera um contentamento falso. Muitos recorrem à religião porque desejam fugir da verdade e se arrasam porque a paz que a alucinação prouz não se sustenta diante dos fatos.”
(retirado de artigo de Ricardo Gondim, pastor da Assembléia de Deus Betesda no Brasil em São Paulo, pensador e teólogo brasileiro, em revista ULTIMATO).
A religião oferece, como já dito, a segurança e a fuga da realidade que tanto se procura, entretanto é falsa a ilusão oferecida nos cultos de que se pode controlar o amanhã, de que “…domesticar a vida para acabar com a possibilidade de seus filhos adoecerem, de as empresas falirem e de se safarem caso estejam no ônibus que despenca no barranco” é algo praticável e possível.
“Acontece que essa idéia de um mundo sem percalços não passa de alucinação. Por mais que se ore, por mais que se bata o pé dando ordens a Deus, o Eclesiastes (livro do Antigo Testamento na Bíblia, que, em minha opinião e análise, tem muito a ver com o pensamento de Arthur Schopenhauer, precursor de Freud, da escola do “Idealismus”) adverte: ‘O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador, o que acontece com quem faz juramentos acontece com quem teme fazê-los.’ (Eclesiastes 9:2)”. Deus é Deus, nós somos nós e o mundo é, sim, falido por nossa culpa: “A verdade não produz necessariamente felicidade.”
(retirado de artigo de Ricardo Gondim, pastor da Assembléia de Deus Betesda no Brasil em São Paulo, pensador e teólogo brasileiro, em revista ULTIMATO)
Jesus avisou: No mundo tereis aflições.
Fernando Pydd.

Existe uma expressão em inglês que poderia constar no livro de Eclesiastes (sem querer ser arrogante a ponto de dar sugestões ao autor do livro): “Shit happens”. E acontece para todo mundo, cristão ou não. Ser cristão não é driblar cuidadosamente todos os problemas e dificuldades, seja com grande valentia ou grande temor de escapar de um e cair no próximo, mas sim saber que Jesus vai junto. Além disso, ele nunca está longe demais.
Vera disse isso em Setembro 23, 2008 às 2:30 pm |